Postado em 27 julho 2011 by Mil Palavras
Mamãe diz que inventamos palavras. E foi o homem que batia a porta com força que inventou essa palavra. Palavra bonita: férias. Gosto de palavras bonitas. Gosto de todas as palavras mas acho que não conheço muitas. A moça de branco disse para minha mãe que preciso aprender mais palavras e minha mãe fez aquela [...]
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Postado em 21 julho 2011 by Mil Palavras
Lá fora, a cidade se erguia com todo o esplendor de uma coisa sempre nova, mutável, como se o mundo estivesse sendo constantemente recriado por deuses sem tempo para descanso. Numa humilde casa do subúrbio, um menino observava a vastidão de construções, luzes e ruídos sem, entretanto, sentir a mínima atração por aquilo tudo. Preferia [...]
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Postado em 14 julho 2011 by Mil Palavras
“Algumas cidades brasileiras possuem média acima da taxa nacional, como Porto Alegre, onde em 2004, na população masculina, registraram-se 16 casos para cada 100 mil homens.” Estava no perímetro exato de 100 mil homens: ternos, gravatas, bermudas, chinelos e 100 mil cuecas. Talvez ele não soubesse ao acordar no dia 14 de outubro, mas 15 [...]
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Postado em 08 julho 2011 by Mil Palavras
p. 1 Uma porta e todas as janelas fechadas. Nada de vento. Alguma fresta de luz somente. Vontade de voar. Chegar onde te encontras e arrancar todas as agulhas que te rasgam as entranhas, arrancar de teus pulsos, as agulhas. Sarar as feridas que tua alma abriu em teu corpo e te obrigam a dormir [...]
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Postado em 14 junho 2011 by Marcelo Mayer
Sobre o agora Me sinto sozinho, não por falta de uma companhia ou porque o bar que frequento não abre nesta noite. Não seria exagero assumir que a solidão hoje é culpa por não ter jogo na TV. Se eu disser que compartilho minha solidão com um livro de Dostoevsky serei elogiado, se eu disser [...]
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Postado em 24 maio 2011 by Mil Palavras
Quando eu era criança morava em uma pequena rua, em uma pequena cidade, que por sua vez ficava próxima a uma megalópole. Como é de praxe em muitas cidades pequenas, o comércio de lá rodeava a Praça da Matriz, onde, lógico, ficavam a igreja e o coreto. De tal comércio ainda estão frescos em minha [...]
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