Nos entremeios da vida achamos que somos senhores de tudo e nos bastamos com o que temos. Um achismo ao extremo, como se o centro do mundo residisse dentro de nós, mais precisamente no meio do nosso umbigo, tudo e todos estão ai para nos servir.
Existem três categorias de pessoas:
Primeiro – Aquelas que se doam continuadamente independente de estarem recebendo ou não.
Segundo – As que acreditam que foram criadas para serem servidas e acolhidas em todas as suas necessidades, mimos, desejos e fantasias.
Terceiro – Aquelas onde o bom senso e ponderação imperam que sabem enxergar com clareza a realidade de suas necessidades e as necessidades dos outros, dando, na medida de suas possibilidades, e recebendo o que acha justo por aquilo que seja seu por direito.
Os equívocos que cometemos são frutos de uma criação calcada na imprudência realçando as características pessoais que já trazemos em nosso íntimo. Uma sequência de gerações que foram se alternando em seus padrões que passaram de um extremo ao outro deixando uma lacuna a ser preenchida pelos filhos sanduíche que ficaram sem uma educação familiar definida.
A verdade é que estamos sujeitos a nos deparar com pessoas de todos estes tipos que foram mencionados e nem sempre estamos preparados para lidar de maneira mais adequada com esta ou aquela pessoa.
Temos que entender também que fazemos parte deste mesmo processo e que as nossas ações estão sujeitas as pressões do meio em que vivemos.
A vida nos ensina a enxergar a vida por outro ângulo procurando entender estes padrões e dar a cada um a devida importância, respeitando os valores individuais de cada um e respondendo aos estímulos de acordo com a necessidade do momento.
- Mas como saber o que fazer em cada situação?
Imagine o seguinte:
Se a vida fosse uma gostosa brincadeira como sentar num balanço e num impulso sentirmos a leve sensação do vento batendo no nosso rosto e a graciosidade do prazer de ir e vir num movimento repetitivo refletindo a exata expressão de liberdade a que tanto almejamos e queremos.
O que você acha, não seria bom se sua vida fosse assim? Leve, solta, com esta sensação de liberdade, num ir e vir prazeroso de um gostoso balançar?
- Seria tudo de bom e mais um pouco.
Então, para se ter tudo isso é importante que tenhamos a compreensão do significado da palavra RECIPROCIDADE.
RECIPROCIDADE é o meio através do qual as pessoas se respeitam e se doam uma a outra, buscando suprir-lhe as necessidades de afeto, compreensão e carinho, doando-se na medida de suas possibilidades enquanto a outra entende perfeitamente o momento do outro e as suas limitações e retribui este sentimento na mesma intensidade visando compartilhar das sensações de prazer que compraz a ambos, isso é uma troca.
- Mas a reciprocidade pode ser tanto positiva como negativa.
Realmente, ela tem as duas conotações e qual é a que você quer para você?
Se a representação desta ação resulta numa troca, essa troca não precisa ser necessariamente com a mesma intenção e nem com a mesma intensidade.
Habitualmente usa-se o ditado: - Pagar na mesma moeda.
Penso que está na hora de mudar esta premissa, somos inteligentes o bastante para entender que a vida tem que ter um sentido maior e retribuir o mal com o mal não nos torna melhores do que os nossos algozes.
Enxergar a vida por outro ângulo exige, acima de tudo, uma vontade imensa de querer crescer como pessoa, deixar de lado costumes arraigados em nosso íntimo que trazemos incrustrados em nosso DNA a muitas gerações.
Você não acha que já passou da hora de dar uma virada nisso?
Se canalizarmos positivamente esta troca, faremos a transformação da energia imantada neste sentimento dando-lhe uma sensação de prazer indefinível, algo como um ir e vir prazeroso de um gostoso balançar.
A vida nos dá a chance e o Universo nos abre as possibilidades para que a felicidade seja construída através das relações interpessoais calcadas no amor e bem estar comum onde a RECIPROCIDADE se faça valer como uma chave para o progresso da Humanidade.
Pense nisso e faça valer este sentimento em você.














